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INSS abre investigação contra perito que exigiu RG de criança com autismo em Porto Velho

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Escritório do INSS em Porto Velho com documentos sobre investigação
Escritório do INSS em Porto Velho com documentos sobre investigação

O INSS abriu uma apuração interna para investigar a conduta de um perito médico em Porto Velho que exigiu documento de identificação com foto durante o atendimento de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A exigência é considerada irregular para beneficiários menores de 16 anos e gerou uma denúncia junto ao Ministério Público Federal.

Denúncia e irregularidade confirmada

A mãe da criança, beneficiária do BPC, relatou ao MPF que o perito médico recusou-se a realizar o atendimento sem a apresentação de documento com foto. O procurador Raphael Bevilaqua acompanhou o caso e recebeu confirmação do próprio INSS de que o procedimento viola normas internas do órgão.

Essa prática contraria orientações do instituto para o atendimento de menores e pode dificultar o acesso a direitos previdenciários e assistenciais por pessoas com deficiência. O MPF agora monitora as medidas adotadas pelo INSS para garantir a proteção desses direitos.

Medidas do INSS e proteção aos direitos

O INSS informou que a apuração interna busca esclarecer os fatos e aplicar as correções necessárias. A iniciativa reforça o compromisso do órgão com o respeito às regras específicas para o público infantil e com a acessibilidade aos benefícios.

Especialistas destacam que exigências indevidas podem agravar a vulnerabilidade de famílias que dependem do BPC para o sustento de crianças com TEA. O acompanhamento do MPF visa evitar que situações semelhantes se repitam em Porto Velho e em outras unidades do instituto.

Impacto no acesso a benefícios

Casos como este evidenciam a importância de procedimentos claros e uniformes no INSS para evitar barreiras ao atendimento. A apuração em curso deve resultar em orientações mais precisas aos peritos médicos sobre o tratamento de menores de 16 anos.

Enquanto a investigação prossegue, o MPF mantém o diálogo com o INSS para assegurar que os direitos das pessoas com deficiência sejam plenamente respeitados em todos os atendimentos.

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