A mediação entre o Sindicato dos Farmacêuticos de Rondônia (SINFAR) e o Sindicato dos Hospitais (SINDESSERO) para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria nos hospitais do estado terminou sem acordo na terça-feira, 11 de agosto de 2026. Realizada na Superintendência Regional do Trabalho, a reunião buscou resolver o impasse que se arrasta desde 2021, quando os farmacêuticos perderam 30,95% de poder aquisitivo em relação à inflação. As partes decidiram suspender as discussões e marcaram nova rodada para o dia 18 de agosto.
Contexto da ausência de convenção coletiva
A falta de CCT desde junho de 2021 deixou os salários dos farmacêuticos dos hospitais defasados em comparação com os pisos praticados em farmácias da rede privada. O SINFAR, representado pelo presidente Antonio de Paula e pelo advogado Itamar Ferreira, solicitou a mediação após meses de negociações diretas sem avanço. Os mediadores João Anselmo Cavalcante e Pedro Chaves, da SRTE-MTE, conduziram o encontro e registraram as propostas de cada lado.
Os trabalhadores destacam que a reposição salarial é urgente para recuperar o poder de compra corroído pela inflação acumulada nos últimos cinco anos. Hospitais da região de Ariquemes e demais municípios de Rondônia sentem os efeitos da defasagem, com dificuldades para manter profissionais qualificados.
Propostas em debate e impasse atual
O sindicato patronal ofereceu 10% de reajuste imediato. Em contrapartida, o SINFAR defendeu a aplicação de 10% já em 2026 mais o parcelamento da diferença restante até atingir os 30,95% de perda acumulada. As divergências persistiram ao longo da mediação e impediram a assinatura de qualquer acordo parcial.
Representantes do SINDESSERO, entre eles o presidente Rafael Augusto e o advogado Dr. Cristiano, argumentaram que o reajuste proposto já considera a realidade financeira dos estabelecimentos hospitalares. A decisão de pausar as conversas foi aceita por ambas as partes como forma de buscar novas alternativas antes da próxima reunião.
Próximos passos da negociação
A continuidade da mediação está marcada para 18 de agosto de 2026, novamente sob coordenação da Superintendência Regional do Trabalho. As entidades esperam avançar nas propostas e evitar a judicialização do conflito. Enquanto isso, farmacêuticos de Ariquemes e região acompanham os desdobramentos com atenção.