O promotor de Justiça Elias Chaquian Filho, presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMPRO), discutiu em entrevista ao programa Sábado Show da News TV o papel institucional do Ministério Público, os desafios enfrentados pela Justiça em Rondônia e temas como o uso de inteligência artificial e o combate ao crime organizado.
A conversa destacou a importância de uma atuação integrada e transparente para garantir o cumprimento das leis em benefício da sociedade. Chaquian Filho enfatizou que o órgão atua em nome de todos os cidadãos, sem exceção.
O papel do ministério público na defesa da sociedade
Durante a entrevista, o promotor explicou que o Ministério Público representa a voz da sociedade em diversas frentes. Ele ressaltou a necessidade de manter a independência e o compromisso com a legalidade em todos os processos.
Nós somos a voz da sociedade. Quando o MP atua, ele atua em nome de todos.
Elias Chaquian Filho
Chaquian Filho também esclareceu que a instituição não age contra pessoas específicas, mas sim a favor da lei e do interesse coletivo. Essa abordagem visa assegurar que as regras sejam aplicadas de forma igualitária.
O Ministério Público não é contra ninguém, ele é a favor da lei e da sociedade. Nossa missão é garantir que as regras sejam cumpridas por todos, sem exceção.
Elias Chaquian Filho
Desafios estruturais e o tribunal do júri
O promotor abordou ainda os obstáculos operacionais da Justiça em Rondônia, incluindo a realização do Tribunal do Júri. Ele destacou que esse mecanismo permanece essencial para a participação popular no sistema judiciário.
O Júri é a voz do povo ecoando no tribunal. É um pilar da democracia, mesmo com todos os desafios que enfrentamos na sua realização.
Elias Chaquian Filho
Além disso, Chaquian Filho alertou para a necessidade de respostas coordenadas contra o crime organizado, que não respeita limites geográficos.
Inteligência artificial e combate ao crime organizado
Sobre o uso de tecnologia, o promotor afirmou que a inteligência artificial pode apoiar investigações, porém não deve substituir o discernimento humano em decisões que envolvam direitos fundamentais.
A IA é uma ferramenta poderosa, mas não pode substituir o julgamento humano, especialmente em questões que envolvem direitos fundamentais.
Elias Chaquian Filho
Ele defendeu uma estratégia integrada para enfrentar o crime organizado, combinando tecnologia, cooperação entre órgãos e respeito aos limites éticos.
O crime organizado não respeita fronteiras. Por isso, nossa resposta também precisa ser integrada e inteligente.
Elias Chaquian Filho