A vice-prefeita de Porto Velho, Magna dos Anjos, é alvo de críticas dentro da Assembleia de Deus por recusar apoio a pastores que disputam cadeiras na Câmara Federal. A decisão ocorre enquanto ela se prepara para concorrer a uma vaga de deputada estadual pelo partido Novo nas próximas eleições.
Segundo relatos da comunidade religiosa local, a vice-prefeita optou por não endossar candidaturas de líderes evangélicos, priorizando sua própria trajetória política. Essa postura gerou desconforto entre membros da igreja que esperavam respaldo institucional para os projetos de seus pastores.
Trajetória política em foco
Magna dos Anjos conta com a orientação do ex-deputado Valter Araújo para estruturar sua campanha estadual. O movimento é visto por observadores como uma forma de alavancar sua visibilidade atual no cargo de vice-prefeita sem envolvimento direto em ações do governo municipal liderado por Léo Moraes.
Integrantes da Assembleia de Deus questionam a ausência de contribuição da vice-prefeita para iniciativas que poderiam fortalecer o projeto político do prefeito em Porto Velho. A crítica ressalta que a recusa em apoiar os pastores reflete uma estratégia centrada exclusivamente na candidatura estadual.
Repercussão na região
O episódio levanta discussões sobre o papel de lideranças políticas em Porto Velho e a relação entre fé e eleições. Enquanto Magna dos Anjos avança em sua pré-campanha pelo Novo, a comunidade religiosa avalia o impacto da decisão nas alianças locais para o pleito de 2026.
Analistas políticos observam que o distanciamento de Magna dos Anjos em relação ao projeto do prefeito pode influenciar o alinhamento de forças no município nos próximos meses.