Autoridades venezuelanas anunciaram restrições de acesso à La Guaira após os terremotos de magnitudes 7,3 e 6,8 que atingiram o litoral norte do país na quinta-feira (25/06/2026). Os tremores derrubaram prédios residenciais, hospitais e escolas, deixando mais de 280 mortos e centenas de desaparecidos até o domingo (28/06/2026). Equipes de resgate trabalham em ritmo intenso no terceiro dia de buscas, enquanto o presidente Nicolás Maduro coordena a resposta com apoio de equipes da Colômbia, Brasil, México e Estados Unidos.
Fase crítica nas buscas por sobreviventes
As buscas entraram em momento decisivo, com o acesso limitado por estradas danificadas e a necessidade de equipamentos pesados. Milhares de pessoas ficaram desabrigadas na região, a cerca de 80 km de Caracas, e o governo determinou restrições para priorizar as operações de resgate. Autoridades alertam que cada hora é fundamental para localizar sobreviventes sob os escombros.
Equipes internacionais, incluindo o chefe colombiano Juan Carlos Torres, atuam lado a lado com profissionais locais. A ajuda humanitária já chegou, mas as condições das vias dificultam o transporte de suprimentos e maquinário.
Apoio internacional e desafios logísticos
O presidente Nicolás Maduro destacou a mobilização conjunta de países vizinhos para enfrentar a emergência. Apesar dos esforços, o número de desaparecidos permanece elevado e as equipes enfrentam obstáculos constantes devido à destruição da infraestrutura.
Estamos em uma fase crítica. Cada hora conta. Precisamos de mais equipamentos pesados e de acesso irrestrito para salvar o maior número possível de vidas.
Juan Carlos Torres
Os trabalhos seguem concentrados em La Guaira, onde hospitais e escolas foram parcialmente destruídos. Autoridades mantêm o foco em ampliar o acesso às áreas mais afetadas para acelerar os resgates nos próximos dias.