Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho de 2026, resultando em 1.430 mortes, mais de 3.000 feridos e 3.100 desabrigados. A tragédia sobrecarregou hospitais e necrotérios, forçando famílias a transportar corpos em caminhonetes até o necrotério de Caracas.
Caos no transporte de vítimas
Em La Guaira, epicentro dos abalos, edifícios desabaram e os serviços funerários não conseguiram atender à demanda. Pelo menos 200 corpos chegaram ao necrotério de Caracas desde sexta-feira, 26 de junho. Famílias como a de Yessica Mendoza, de 43 anos, precisaram retirar os entes queridos manualmente entre os escombros.
A filha de Yessica, Yesimar Rodríguez, de 25 anos, e o genro Jhomel Anaya, de 26 anos, estavam entre as vítimas. Sem ambulâncias disponíveis, parentes usaram carros e caminhonetes para levar os corpos até a capital, onde necrotérios e hospitais operam no limite.
Sobrecarga dos serviços funerários
Funcionários do necrotério relatam que a chegada constante de corpos impede a realização de velórios tradicionais. Muitas famílias optam pela cremação imediata devido ao estado avançado dos corpos e à falta de estrutura para velórios.
Tivemos que retirará-los nós mesmos; ninguém ajudou
Yessica Mendoza
O governo venezuelano ainda não divulgou um balanço oficial completo sobre os danos. Enquanto isso, os familiares continuam enfrentando longas filas e dificuldades logísticas para dar um destino digno aos mortos.