MPF Manaus – Ariquemes24Horas https://ariquemes24horas.com.br Notícias de Ariquemes e Região Wed, 15 Jul 2026 17:05:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://ariquemes24horas.com.br/wp-content/uploads/2026/07/cropped-icon-32x32.png MPF Manaus – Ariquemes24Horas https://ariquemes24horas.com.br 32 32 MPF processa prefeitura de Manaus por impedir isenção de IPTU a terreiros de matriz africana https://ariquemes24horas.com.br/mpf-processa-prefeitura-manaus-isencao-iptu-terreiros-matriz-africana/ https://ariquemes24horas.com.br/mpf-processa-prefeitura-manaus-isencao-iptu-terreiros-matriz-africana/#respond Wed, 15 Jul 2026 17:05:58 +0000 https://ariquemes24horas.com.br/mpf-processa-prefeitura-manaus-isencao-iptu-terreiros-matriz-africana/ O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra a prefeitura de Manaus para garantir a isenção de IPTU aos templos de religiões de matriz africana sem exigir CNPJ ou estatuto social formal. A medida contesta portaria da Secretaria de Finanças que impõe documentos adicionais, em desacordo com a lei municipal que exige apenas comprovação de propriedade ou posse e uso religioso do imóvel. A iniciativa busca assegurar o direito constitucional de imunidade tributária a todas as comunidades religiosas.

Ação do Ministério Público Federal

O MPF argumenta que a exigência de CNPJ e estatuto social impede o acesso ao benefício por terreiros que operam de forma comunitária e tradicional. A Constituição Federal assegura imunidade tributária a templos de qualquer culto, independentemente de formalidades associativas. A ação visa corrigir essa barreira que atinge diretamente as comunidades de matriz africana em Manaus.

Por meio do processo, o órgão federal solicita que a prefeitura reconheça a validade da lei municipal vigente e suspenda a portaria interna contestada. A medida protege o direito de comunidades que mantêm práticas religiosas sem estrutura jurídica complexa.

Impactos da discriminação institucional

A obrigatoriedade de documentos formais configura discriminação e racismo religioso institucional, segundo a análise do MPF. Muitos terreiros funcionam de maneira coletiva, sem registro como pessoa jurídica, o que inviabiliza o benefício tributário garantido pela lei. A ação reforça que a Constituição não permite distinções baseadas em modelos organizacionais específicos.

Comunidades de terreiros em Manaus aguardam a decisão judicial para regularizar a situação de seus imóveis. A resolução do caso pode servir de referência para outras cidades que adotam exigências semelhantes.

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