A Polícia Federal, em parceria com o ICMBio e o apoio da Força Nacional de Segurança Pública, desativou 11 garimpos ilegais no Parque Nacional Mapinguari durante operação realizada entre 28 de julho e 1º de agosto de 2025. A ação ocorreu na unidade de conservação federal situada na fronteira entre Rondônia e Amazonas, área de grande relevância para a biodiversidade amazônica. Equipamentos como motores, motobombas, geradores, dragas, balsas e máquinas pesadas foram destruídos, além da apreensão de combustível e da interdição de pistas clandestinas.
Detalhes da operação conjunta
A força-tarefa percorreu diferentes pontos do parque para identificar e neutralizar as atividades de garimpo. Equipes terrestres e aéreas atuaram de forma coordenada ao longo de cinco dias, garantindo a destruição dos equipamentos utilizados na extração irregular de minérios. A operação também impediu o funcionamento de estruturas que facilitavam o transporte de insumos e a saída do produto extraído.
Agentes relataram que as pistas clandestinas foram isoladas para evitar novas tentativas de pouso e decolagem em áreas protegidas. O combustível apreendido foi removido do local, reduzindo riscos de contaminação do solo e dos cursos d’água próximos. Todas as ações seguiram os procedimentos legais para intervenção em unidade de conservação federal.
Proteção da biodiversidade amazônica
O Parque Nacional Mapinguari abriga espécies vegetais e animais ameaçados, além de desempenhar papel importante na manutenção dos serviços ecossistêmicos da região. A presença de garimpos ilegais representa ameaça direta à integridade desses habitats, principalmente pela abertura de clareiras e pelo assoreamento de rios. A desarticulação dos sítios de extração contribui para a preservação desses ecossistemas.
Autoridades destacam que a continuidade de fiscalizações integradas é essencial para coibir novas invasões em áreas protegidas. A operação reforça o compromisso das instituições envolvidas com o cumprimento da legislação ambiental vigente. Leitores de Ariquemes e região podem acompanhar atualizações sobre ações semelhantes por meio dos canais oficiais da Polícia Federal e do ICMBio.