Política

Michelle Bolsonaro e Damares preparam ação nos EUA contra gabinete do ódio

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Muitas das grandes plataformas de redes sociais terão a responsabilidade de proibir o acesso a menores de 16 anos. — Foto: Getty Images
Muitas das grandes plataformas de redes sociais terão a responsabilidade de proibir o acesso a menores de 16 anos. — Foto: Getty Images

Um grupo de mulheres conservadoras que atuam na política brasileira avalia entrar com uma ação judicial nos Estados Unidos contra indivíduos acusados de integrar um suposto “gabinete do ódio” responsável por ataques coordenados nas redes sociais. As envolvidas incluem Michelle Bolsonaro, a senadora Damares Alves e a governadora Celina Leão, que reuniram evidências de postagens consideradas caluniosas, difamatórias e injuriosas, crimes também puníveis em solo americano. A iniciativa surge após um vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro na semana anterior ao dia 1º de julho de 2026, no qual ela criticou o senador Flávio Bolsonaro pela suposta proximidade com alguns dos agressores.

As mulheres contataram advogados nos Estados Unidos para analisar a viabilidade do processo e planejam incluir ataques direcionados a outras figuras de esquerda. O influencer Allan dos Santos é citado entre os possíveis réus, assim como o presidente do PL Valdemar Costa Neto e o deputado Marcos Feliciano, que publicou mensagem relacionada ao tema em 1º de julho de 2026.

Avaliação da ação judicial

O grupo considera que os ataques partem de brasileiros localizados no exterior e que continuam ativos mesmo após denúncias públicas. A estratégia inclui documentar postagens em redes sociais para fundamentar a queixa, com foco em crimes contra a honra que podem ser processados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Advogados consultados já analisam precedentes semelhantes para embasar a possível petição.

Reações e posicionamentos públicos

Michelle Bolsonaro manifestou insatisfação com a continuidade dos ataques e com a presença de alguns agressores em eventos ao lado de Flávio Bolsonaro. O vídeo divulgado por ela gerou repercussão e motivou novas discussões sobre o papel de lideranças bolsonaristas na contenção de ataques internos. Outras mulheres do grupo reforçam que o objetivo é proteger a atuação feminina na política sem distinção ideológica.

grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio

Michelle Bolsonaro

Próximos passos do grupo

As envolvidas continuam reunindo material probatório e devem definir nas próximas semanas se formalizam a ação nos tribunais americanos. O caso destaca tensões internas no campo conservador e a busca por mecanismos legais internacionais para lidar com ofensas digitais. Nenhum processo foi protocolado até o momento, conforme informações disponíveis em 5 de julho de 2026.

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