O Tribunal do Júri de Ariquemes condenou Gil Santos Filho a 52 anos e 6 meses de prisão pelo feminicídio de Kedinna Ohara da Silveira, determinando ainda o pagamento de R$ 300 mil à família da vítima como reparação pelos danos causados.
Detalhes do assassinato
Kedinna foi morta ao ir ao apartamento do ex-companheiro em Cujubim para buscar pertences pessoais. Ela foi atingida por facadas no peito na frente dos filhos pequenos do casal, que presenciaram o crime.
O julgamento ocorreu em Ariquemes e destacou o uso de arma branca como meio para consumar o feminicídio. A presença das crianças no local agravou ainda mais a gravidade do ato, conforme apontado durante o processo.
Histórico de violência e descumprimento de medidas
Gil Santos Filho já possuía registro de violência doméstica contra a vítima. Ele descumpriu medidas protetivas impostas pela Justiça, o que contribuiu para o desfecho fatal registrado em Cujubim.
O tribunal considerou esse histórico como elemento central para caracterizar o crime como feminicídio. A condenação reflete a gravidade da reincidência e a falha em cumprir as determinações judiciais anteriores.
Reparação à família
Além da pena privativa de liberdade, Gil Santos Filho foi condenado a indenizar a família de Kedinna Ohara da Silveira em R$ 300 mil. O valor visa oferecer suporte financeiro aos filhos da vítima, que agora enfrentam a ausência da mãe.