O mercado brasileiro de feijão registra movimentos distintos entre as variedades carioca e preto em agosto de 2026, com o avanço da colheita da terceira safra pressionando as cotações do carioca enquanto a menor oferta sustenta os preços do preto, especialmente na região Sul.
Colheita avança e reduz cotações do feijão carioca
O avanço da colheita da terceira safra tem pressionado as cotações do feijão carioca, que acumulam recuo superior a 20% na parcial de agosto, embora os preços ainda estejam acima dos registrados no mesmo período do ano anterior. Áreas irrigadas do Cerrado contribuem para o aumento da oferta disponível no mercado.
Produtores e vendedores ajustaram as estratégias ao restringir volumes ofertados e elevar os valores pedidos, o que limitou a intensidade das quedas. Compradores permanecem ativos acompanhando o comportamento do mercado para identificar oportunidades.
Oferta menor sustenta preços do feijão preto
No feijão preto, a menor oferta da temporada, especialmente no Sul, mantém as cotações mais sustentadas apesar da demanda limitada. Pesquisadores do Cepea destacam que essa dinâmica contrasta com o cenário observado no carioca.
Vendedores mantêm volumes controlados para evitar quedas adicionais, enquanto compradores monitoram a evolução da safra nas principais regiões produtoras. O equilíbrio entre oferta e procura segue como fator central para a formação de preços nesta semana.