Uma denúncia do Ministério Público de Rondônia revela suposta negociação para compra de apoio político na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia, com promessas de vantagens indevidas, servidores fantasmas e benefícios pecuniários aos envolvidos. Os deputados Alex Redano, do Republicanos, Laerte Gomes, do PSD, e Jean de Oliveira, do PRD, aparecem como alvos da acusação de organização criminosa para obtenção de votos no biênio 2019/2020.
A investigação, conduzida em parceria com a Polícia Federal por meio da Operação Feldberg, baseia-se em interceptações telefônicas, filmagens de reuniões realizadas no hotel Larisson e monitoramento de assessores que teriam transportado envelopes com recursos. Os fatos remontam a 2020, quando as tratativas ocorreram em Porto Velho.
Elementos da acusação formalizada
O Ministério Público distribuiu a denúncia em 12 de abril de 2023, e o Tribunal de Justiça de Rondônia a recebeu em dezembro do mesmo ano. As provas apontam para uma estrutura organizada que teria oferecido contrapartidas financeiras e cargos para garantir o apoio necessário à composição da Mesa Diretora.
Os investigadores destacam que as reuniões monitoradas no hotel Larisson serviram como palco principal das conversas sobre distribuição de benefícios. Assessores teriam sido observados em momentos específicos, reforçando a tese de que recursos foram movimentados para influenciar o resultado da eleição interna.
Contexto da eleição na Assembleia Legislativa
A disputa pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia para o biênio 2019/2020 motivou as supostas articulações descritas na denúncia. O objetivo central era garantir votos suficientes para definir quem ocuparia os cargos de comando no Legislativo estadual.
Até o momento, o processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia, onde os deputados citados poderão apresentar suas defesas. O caso permanece sob sigilo parcial, conforme determina a legislação vigente para ações penais em andamento.