Uma equipe multidisciplinar acompanhou, no dia 14 de agosto de 2026, o procedimento de abate-teste de jacaré na Reserva Extrativista Lago do Cuniã, em Porto Velho. A ação marca o início de uma cadeia produtiva sustentável de carne e couro conduzida pela Cooperativa CoopCuniã, com apoio do Sebrae em Rondônia, ICMBio, Semagric e Emater. O objetivo é gerar renda para a comunidade tradicional sem comprometer a conservação da floresta amazônica.
Etapas do abate-teste e inspeção sanitária
Médicos-veterinários da Semagric realizaram a inspeção completa após o abate-teste e emitiram o laudo que atesta a adequação do procedimento às normas sanitárias. O frigorífico já obteve a Licença de Operação do Ibama graças ao suporte técnico do Sebrae em Rondônia para a regularização ambiental. Esses passos garantem que a comercialização futura de carne e couro ocorra dentro dos padrões exigidos por órgãos ambientais e de saúde.
A comunidade extrativista participa ativamente de todas as etapas, desde o manejo até o processamento, o que fortalece o modelo de bioeconomia proposto para a região. O Sebrae também avança na estruturação da Indicação Geográfica da carne de jacaré, medida que deve valorizar o produto no mercado e aumentar a competitividade local.
Impacto na geração de renda e conservação
A iniciativa concilia a preservação ambiental com o uso econômico dos recursos naturais, conforme determinações legais. Com o manejo sustentável, as famílias da reserva podem diversificar sua fonte de renda sem precisar desmatar ou migrar para atividades ilegais. O projeto serve como referência para outras unidades de conservação que buscam alternativas econômicas viáveis.
É um modelo em que preservar e produzir não são caminhos opostos: são partes de uma mesma estratégia de desenvolvimento sustentável. Por isso, estamos aqui a observar o abate-teste para confirmar o grande potencial de geração de renda para a comunidade local.
Carlos Eduardo Sakagami
Próximos passos da cooperativa
Com os laudos e licenças em mãos, a CoopCuniã prepara a fase de captura e comercialização em escala controlada. O Sebrae continuará acompanhando o processo para assegurar que todos os requisitos ambientais e sanitários sejam mantidos. A expectativa é que o modelo se consolide e inspire novas iniciativas de bioeconomia em Rondônia nos próximos anos.