Uma cerimônia inédita uniu 23 casais da etnia Cinta Larga em matrimônio civil na Aldeia Central, em Rondônia, no dia 21 de agosto de 2026. O Tribunal de Justiça do estado promoveu o evento para garantir direitos civis e respeitar os costumes do povo indígena. A iniciativa contou com a presença de autoridades judiciais, representantes da Funai e líderes comunitários.
Cerimônia respeita tradições e legislação
Os casais entraram ao som de músicas tradicionais da etnia, enquanto tradutores simultâneos transmitiam as falas para o idioma Cinta Larga. Danças típicas marcaram o momento, seguido pela troca de alianças e pela entrega dos documentos oficiais de casamento. Um jantar comunitário encerrou a celebração.
O desembargador Antonio Robles, presidente do Nupemec, destacou a importância de integrar a lei civil aos costumes locais. O cacique Daniel Cinta Larga e o representante da Funai, Gilliard Carneiro, também participaram ativamente do ato. A ação busca fortalecer a cidadania dos indígenas sem perder a identidade cultural.
Benefícios para os casais e a aldeia
O pastor Célio Cinta Larga acompanhou o processo e ressaltou o significado espiritual da regularização. A medida permite que os casais acessem direitos como herança, benefícios sociais e reconhecimento formal da união.
Ver esses casais regularizarem a sua situação com alegria e fé é uma benção para toda a aldeia
Pastor Célio Cinta Larga
Com essa iniciativa, o Tribunal de Justiça de Rondônia avança na promoção da inclusão e no respeito à diversidade cultural dos povos originários da região.