BrasilPolítica

TSE proíbe bigtechs de recomendar perfis de candidatos em redes sociais

2
Tela de smartphone com redes sociais representando proibição do TSE a recomendações de candidatos
Tela de smartphone com redes sociais representando proibição do TSE a recomendações de candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou regra que proíbe bigtechs de recomendar perfis de candidatos em redes sociais durante a campanha eleitoral, exceto por impulsionamento pago, para evitar desequilíbrio na disputa. A medida, prevista na Resolução Nº 23.732 de fevereiro de 2024, entrou em vigor no domingo, 16 de agosto de 2026, e busca prevenir viés algorítmico, assimetria entre candidaturas, desinformação e interferência de plataformas em todo o Brasil, incluindo Ariquemes e região.

Regra limita recomendações orgânicas

Os algoritmos das redes sociais ficam impedidos de recomendar contas de candidatos de forma orgânica durante a campanha. Recomendações só são permitidas via impulsionamento pago, e restrições semelhantes aplicam-se a sistemas de IA. A decisão do TSE encontrou um meio termo entre manter a legalização da propaganda nesses ambientes, ao mesmo tempo que incide sobre a assimetria que o sistema algorítmico de recomendação poderia produzir em relação ao alcance das contas dos candidatos.

Esse tipo de regra busca incidir no que seria potencialmente uma espécie de viés ou assimetria, um tratamento não isonômico entre as contas oficiais das candidaturas que estão concorrendo.

Arns Gonzales

Especialistas destacam que a norma se baseia na Constituição e na lei eleitoral para garantir igualdade entre os concorrentes. Plataformas como o X, de Elon Musk, devem seguir as restrições para evitar qualquer tratamento preferencial.

Especialistas destacam importância da lisura

Arns Gonzales, da DiraCom e da Coalizão Direitos na Rede, e Rollo analisaram os efeitos práticos da resolução. Eles ressaltam que o objetivo principal é assegurar condições isonômicas e impedir interferências externas no processo eleitoral brasileiro.

Não pode ter essa recomendação artificialmente criada com essas bigtechs. Isso evita qualquer acusação de preferência por este ou por aquele candidato. Porque, afinal, quem faz os algoritmos? A ideia é garantir a igualdade, a lisura e isso é com base na Constituição e na lei eleitoral.

Rollo

Na medida em que a campanha tá pagando, tem uma suposta razão para a conta e o conteúdo estarem sendo entregues a determinado eleitor conforme os sistemas de recomendação.

Arns Gonzales</cite

Conteúdos relacionados

Deputado Coronel Chrisóstomo libera R$ 449,5 mil para saúde em Rondônia
PolíticaSaúde

Deputado Coronel Chrisóstomo libera R$ 449,5 mil para saúde em Rondônia

O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) garantiu a liberação de R$ 449.500...

Tribunal do Trabalho em Rondônia com sistema digital de diário eletrônico
BrasilPolícia

Acesso indevido ao Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho é detectado em Rondônia e Acre

O sistema do Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT) registrou um...

© Ricardo Stuckert/Arquivo/PR
MundoPolítica

Lula e Erdogan criam Conselho Estratégico de Cooperação entre Brasil e Turquia

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Recep Tayyip Erdogan realizaram...

Rua comercial em Ariquemes com lojas e campo esportivo, agenda de campanha
Política

Ieda Chaves cumpre agenda em Ariquemes e reforça campanha ao ouvir comerciantes e atletas

A candidata a deputada federal Ieda Chaves, do União Brasil, cumpriu agenda...