A Casas Bahia anunciou o fechamento de 298 lojas e a demissão de cerca de 3 mil funcionários como parte de um plano de reestruturação que inclui entrada em recuperação judicial. A medida foi divulgada na última semana e foca principalmente na região Nordeste do Brasil. As ações visam preparar a empresa para um cenário econômico mais desafiador em 2027, com possível piora nas condições de crédito para os consumidores.
As lojas fechadas representam cerca de 5% da receita bruta total da rede. A empresa optou por uma abordagem preventiva para evitar impactos maiores no futuro. O presidente-executivo Renato Franklin destacou que as decisões foram tomadas de forma antecipada para fortalecer a operação diante de incertezas.
Plano de reestruturação e impactos regionais
O plano inclui o fechamento de unidades que apresentam menor desempenho e a redução do quadro de funcionários em aproximadamente 3 mil posições. Essas mudanças afetam principalmente o Nordeste, onde a maioria das lojas selecionadas está localizada. A empresa informou que as medidas consideram projeções para 2027 e buscam evitar uma piora nas condições operacionais.
Com a entrada em recuperação judicial, a Casas Bahia pretende renegociar dívidas e reorganizar suas finanças. O objetivo é manter a sustentabilidade do negócio em um ambiente de crédito mais restrito para os clientes. A reestruturação não altera as operações das lojas que permanecem abertas em outras regiões do país.
Declarações do presidente-executivo
A gente está trabalhando com um cenário de 2027 pior do que 2026. A gente não está vendo uma grande melhora no cenário de crédito. A gente precisa se preparar para um cenário mais difícil
Renato Franklin
Franklin também explicou a estratégia adotada pela empresa. A decisão de fechar lojas e reduzir o quadro de pessoal foi vista como necessária para se antecipar aos desafios projetados.
A gente preferiu se antecipar e tomar uma atitude mais drástica para se preparar para um cenário pior
Renato Franklin
Com essas ações, a rede busca preservar sua posição no mercado varejista brasileiro e garantir a continuidade das operações remanescentes.