O comércio mundial de bens alcançou cerca de US$ 13,7 trilhões no primeiro semestre de 2026, o que representa uma alta de 12,5% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados da Organização Mundial do Comércio. Os serviços cresceram 10,5% e adicionaram aproximadamente US$ 2 trilhões ao total das transações globais. Esse desempenho reflete a recuperação sustentada da demanda internacional por produtos de alta tecnologia e a expansão contínua da digitalização.
Economias em desenvolvimento participaram de forma relevante desse movimento, ampliando sua presença nos fluxos comerciais mundiais. O resultado confirma a importância de setores dinâmicos para o crescimento do intercâmbio entre países.
Principais setores que impulsionaram o comércio
Semicondutores, baterias, produtos de tecnologia da informação e comunicação e veículos elétricos lideraram o avanço no segmento de bens. Esses itens concentraram boa parte do aumento registrado nos seis primeiros meses do ano.
No campo dos serviços, transporte, viagens e serviços empresariais baseados em tecnologia responderam pela maior parte da expansão. A integração entre essas atividades e a demanda por soluções digitais acelerou os resultados.
Fatores por trás do crescimento global
A demanda mundial por alta tecnologia, o avanço da digitalização e a elevação de preços explicam o ritmo observado no primeiro semestre de 2026. Esses elementos atuaram de forma combinada para sustentar o volume de negócios.
A Organização Mundial do Comércio destaca que o cenário beneficiou especialmente as economias em desenvolvimento, que conseguiram ampliar exportações em vários segmentos. O desempenho reforça a interdependência entre inovação tecnológica e expansão do comércio internacional.