A operadora Select enfrenta agravamento na rede assistencial em Rondônia, com a suspensão de atendimentos por diversos prestadores de serviços nos últimos dias. Laboratórios, clínicas de imagem, hospitais e especialistas interromperam o atendimento a beneficiários da empresa, o que dificulta a realização de exames, consultas, procedimentos, tratamentos oncológicos, cirurgias e internações. A situação afeta pacientes em tratamento na região e ocorre em paralelo a episódios semelhantes registrados em outros estados brasileiros.
Os prestadores justificam as suspensões por ajustes contratuais realizados durante o processo de reestruturação da rede credenciada. A operadora, por sua vez, informa que trabalha para reorganizar os vínculos com os prestadores e minimizar os impactos sobre os usuários. A Select já foi alvo de multas e determinações da Agência Nacional de Saúde Suplementar por irregularidades anteriores.
Impacto sobre pacientes em Rondônia
Beneficiários da Select em Rondônia relatam dificuldades para marcar consultas e exames, além de interrupções em tratamentos em andamento. A suspensão atinge especialmente serviços de maior complexidade, como oncologia e internações. Órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, acompanham os casos e orientam os usuários a registrar reclamações formais.
A continuidade dos atendimentos depende da resolução dos ajustes contratuais entre a operadora e os prestadores. Enquanto isso, pacientes buscam alternativas em outras redes ou por meio de ações junto à ANS.
Posição da ANS e medidas regulatórias
A Agência Nacional de Saúde Suplementar monitora a situação e já aplicou sanções anteriores à Select por falhas na rede assistencial. A autarquia pode determinar novas medidas para garantir o cumprimento dos contratos firmados com os beneficiários. Especialistas recomendam que os usuários verifiquem seus direitos junto à operadora e aos órgãos de proteção ao consumidor.
A reestruturação da rede credenciada busca adequar os serviços à demanda atual, mas exige transparência para evitar prejuízos aos pacientes. A ANS orienta que as operadoras mantenham comunicação clara sobre as mudanças e assegurem a cobertura prevista nos planos de saúde.