O aumento dos casos de síndrome do olho seco no Brasil tem chamado atenção da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, que lança mais uma edição da campanha Julho Turquesa para alertar sobre os riscos do uso prolongado de telas. Especialistas apontam que o hábito de passar mais de seis horas diárias diante de computadores, smartphones e tablets reduz drasticamente o piscar natural, favorecendo a evaporação da lágrima e o ressecamento ocular. A iniciativa nacional ocorre ao longo de julho de 2026 e inclui ações em diversas cidades para incentivar o diagnóstico precoce.
De acordo com a entidade, o número de piscadas cai de cerca de 15 para até 5 vezes por minuto durante o uso contínuo de dispositivos digitais. Essa alteração compromete a lubrificação da superfície ocular e pode evoluir para sintomas persistentes de irritação, visão embaçada e desconforto. Jovens e adultos que trabalham ou estudam em frente às telas representam o principal grupo afetado, mas o problema também atinge quem utiliza equipamentos por longos períodos em casa.
Causas do ressecamento ocular
A evaporação excessiva da lágrima surge principalmente pela diminuição involuntária do piscar durante atividades como leitura em telas ou videoconferências. Estudos da SBO mostram que esse comportamento, repetido diariamente, altera a composição do filme lacrimal e deixa os olhos mais vulneráveis. Sem intervenção, a condição pode afetar a qualidade de vida e até comprometer a visão em casos mais avançados.
Ações da campanha Julho Turquesa
A campanha mobiliza oftalmologistas em todo o país por meio de palestras, atendimentos gratuitos e conteúdo nas redes sociais. O objetivo é orientar a população sobre pausas regulares, uso de lágrimas artificiais e a importância de consultas preventivas. Em Ariquemes e região, profissionais locais participam das iniciativas para ampliar o acesso à informação e ao diagnóstico.
O olho seco não é apenas um incômodo passageiro. Quando não tratado, pode comprometer a visão e a qualidade de vida. A campanha Julho Turquesa reforça a necessidade de pausas regulares no uso de telas, uso de lágrimas artificiais e consulta ao oftalmologista.
Dr. Cristiano Caixeta
Medidas de prevenção recomendadas
Especialistas orientam a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar para um objeto a 20 pés de distância por 20 segundos. Além disso, manter a distância adequada da tela, ajustar iluminação do ambiente e piscar conscientemente ajudam a preservar a lubrificação natural dos olhos. Consultar um oftalmologista ao primeiro sinal de desconforto continua sendo a principal recomendação para evitar complicações futuras.