Escavações arqueológicas em andamento no Sítio Arqueológico Candelária, localizado na zona rural de Porto Velho, revelam vestígios de ocupações humanas que ajudam a reconstruir a história da região desde períodos pré-coloniais até épocas mais recentes. O Grupo de Pesquisa em Arqueologia e Ambiente da Universidade Federal de Rondônia coordena os trabalhos, que utilizam técnicas avançadas para recuperar artefatos e evidências materiais. As atividades ganham destaque neste fim de semana com visitas guiadas abertas ao público nos dias 5 e 6 de julho de 2026.
Metodologias geoarqueológicas aplicadas no sítio
O grupo recupera artefatos cerâmicos, líticos e evidências de atividades humanas por meio de metodologias geoarqueológicas e de paleobotânica. Essas abordagens permitem analisar como as populações interagiram com o ambiente ao longo dos séculos. Estudantes de graduação e pós-graduação participam ativamente das escavações, que se aprofundam em camadas do solo para identificar diferentes períodos históricos.
Os pesquisadores investigam a ocupação humana na área desde tempos pré-coloniais, passando por grupos que chegaram com o ciclo da borracha e a construção da estrada de ferro. Os achados contribuem para compreender as transformações ambientais e culturais na região de Porto Velho. A iniciativa também busca conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação do patrimônio cultural.
Visitas guiadas abrem o sítio ao público
As escavações estão em andamento desde a década de 1980, mas o projeto atual amplia o foco para novas descobertas. As visitas guiadas programadas para este fim de semana permitem que moradores de Ariquemes e região conheçam de perto os trabalhos em campo. A coordenadora Dra. Gabriela Martin destaca o potencial dos materiais recuperados para contar a trajetória das comunidades locais.
Estamos encontrando artefatos cerâmicos, líticos e evidências de atividades humanas que podem revelar como as populações indígenas e, posteriormente, os grupos que chegaram com a borracha e a estrada de ferro, interagiam com o ambiente
Dra. Gabriela Martin
Com a continuidade das pesquisas, espera-se que novos dados fortaleçam o conhecimento sobre a história de Rondônia. A ação reforça o papel da universidade na valorização do patrimônio arqueológico da Amazônia.