Uma análise preliminar realizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon estima que cerca de 58,9 mil construções podem ter sido danificadas ou destruídas pelos terremotos que atingiram o norte da Venezuela na semana passada. Os tremores, ocorridos na quarta-feira, 24 de junho de 2026, alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5 e provocaram impactos sentidos na costa central e na região metropolitana de Caracas. Os dados foram obtidos por meio de imagens do satélite europeu Sentinel-1, comparadas antes e depois dos eventos.
Detalhes dos eventos sísmicos
Os dois terremotos consecutivos concentraram-se próximo às cidades de San Felipe e Yumare, no norte do país. A sequência de abalos gerou mudanças bruscas na superfície, como desabamentos e danos em edifícios, conforme detectado nas imagens de satélite captadas até a manhã de quinta-feira, 25 de junho de 2026. Moradores das áreas afetadas relataram dificuldades de comunicação e falta de energia nas primeiras horas após os tremores.
Especialistas destacam que a região já apresentava histórico de atividade sísmica, mas a magnitude dos eventos recentes superou expectativas locais. Equipes de resgate continuam trabalhando para avaliar os estragos em tempo real, enquanto autoridades venezuelanas mobilizam recursos para atender as vítimas.
Metodologia e limitações da estimativa
A comparação de imagens de satélite antes e depois dos tremores permitiu identificar alterações significativas nas construções. Os pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon utilizaram algoritmos para detectar variações na superfície, gerando uma estimativa inicial de danos. No entanto, a Nasa alertou sobre limitações dessa análise, como a possibilidade de subestimar ou superestimar os impactos em áreas com cobertura de nuvens ou vegetação densa.
Novas atualizações devem ser divulgadas nos próximos dias, à medida que mais dados de campo forem integrados ao estudo. Enquanto isso, a população das regiões afetadas aguarda apoio humanitário e reforços nas estruturas de emergência.